Forno solar de ótimo desempenho, durável e com acabamento impecável! Prepara todo tipo de alimento apenas com Energia Solar!
Saiba mais na página: [Forno Solar P.S. Multiuso 2012]



Informações e encomendas: plenosol.cozinhasolar@gmail.com
Forno solar de ótimo desempenho, durável e com acabamento impecável! Prepara todo tipo de alimento apenas com Energia Solar!
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O ovo custou para eclodir, foram meses pesquisando e ganhando forças para tirar o projeto do
papel. Ao quebrar a casca, nos noventa dias de construção, já fatigado terminei-o como podia, o P.S. II nasceu assim meio desajeitado, rastejando por energia, inacabado sem saber que iria voar. Precisava juntar mais força.

Com descanso e o gostinho do sucesso nos belos pães, ficou um sabor de quero mais que aliado a demanda crescente por aumento da capacidade de produção e um catalisador fundamental, Lorin Symington da ASTRA (Agency for Solar Technology Research and Application), começaram a tecer o casulo. Em contato feito pelo FaceBook buscando por dicas para construção de um novo forno que atenderia minha demanda, Lorin me atentou para a baixa eficiência no aproveitamento dos refletores daquela lagarta, o casulo se formou quando percebi que poderia aproveitar melhor aquele equipamento.
Foi após voltar desmontado de uma exposição que visualizei a borboleta escondida, facilmente rompi o casulo.


Foi só trocar alguns parafusos de lugar e mudar alguns ângulos e estendeu-se a Borboleta!

Chegando a 200°C consigo produzir de duas a três vezes mais do que com a lagarta!

Aproveitar a energia do sol para cocção de alimentos é bem simples. Existem diversos modelos de fornos solares simples de fácil construção e largamente divulgados incluindo passo-a-passo da montagem e dicas de uso!
Já, construir um forno solar que leve em conta todos os aspectos do cozimento solar, aliados a praticidade e durabilidade que um utensílio doméstico exige, não é tão simples assim. Complica ainda mais se ansiamos comercializar seus produtos. Que é o meu caso.
Os aspectos do cozimento solar começam na fonte de energia, mesmo sendo pai das comumente usadas como lenha, petróleo, hidroelétricas entre outras, tem seu uso pouco difundido em sua forma direta, o Sol. Um dos grandes motivos desta energia ser renegada é a sua instabilidade, que tem sua expressão mais forte ao longo do dia, conforme a Terra gira em seu próprio eixo o Sol caminha no céu proporcionando uma média de 5 horas de cozimento solar por dia, mas as variações não param por ai, a Terra oscila enquanto percorre sua orbita em torno do Astro-Rei, criando as estações. As principais características das estações são os períodos de luz, marcados pelos solstícios e equinócios e a altura do Astro no céu. Começa a aparecer a sazonalidade, ou seja a variação da disponibilidade de energia, quanto maior o período de luz e mais alto o Astro se encontra melhor para o forno solar, características estas encontradas no verão. Mas não é tão simples assim, junto com o verão chega outro fator de sazonalidade, este menos previsível, a nebulosidade (baseado no clima de Piracicaba-SP). Um forno solar pode funcionar entre as nuvens desde que aja uma trégua de ao menos 20 min de pleno sol a cada hora. Esta regra vale para a maioria dos alimentos como arroz, legumes e alguns biscoitos, já para um pão ou bolo, com o risco de “embatumar”, não vale ariscar nestes dias.
Certo, o hidrogênio se funde libera uma energia tremenda que viaja por 8 minutos até ser interceptada pelo seu quintal, até 1000 W/m² por minuto. Mas como usar esta energia para cozinhar?
Primeiro precisamos esquecer alguns preconceitos! A água não precisa ferver para pasteurizar, bastam 20 min acima de 60°C! A comida não vai azedar no sol, o forno solar logo alcança a temperatura de 71°C suficiente para pasteurização do alimento.
E ter claro algumas coisas, o cozimento solar é bem diferente do que estamos acostumados, temos de obedecer a disponibilidade da energia e acompanhar o trajeto do Astro. As refeições tem aspecto e textura levemente diferente do convencional, nada que prejudique no paladar, pelo contrário, por serem cozidos no próprio vapor e com temperaturas mais brandas os alimentos ficam muito mais aromáticos e saborosos. O tempo de cocção também é diferente, geralmente o dobro do tempo do cozimento com combustão, mas a preocupação com o alimento que está no forno é menor, pois são poucas comidas que podem queimar em um forno solar e as estratégias são inúmeras para o forno solar atuar praticamente sozinho.
Continua…
Compilei alguns mapas que mostram os niveis de radiação solar no Brasil e no Mundo.
Visitem também: http://www.lce.esalq.usp.br/atlasolar.html e confira o atlas solarimetrico completo!
Não lembro bem do meu primeiro contato com o cozimento solar, mas me lembro perfeitamente das minhas primeiras experiências. Era tudo muito impulsivo. Pintei um pote de azeitonas com uma tinta do meu pai, preto fosco. Montei uma caixa de madeira e a forrei com retalhos de caixa longa vida e latinhas de alumínio. Umas placas grandes de plástico branco compunham o refletor externo. Preenchi o pote com batatas cortadas e água e expus ao sol.
Após algumas tentativas, sucesso! Aquela geringonça cozinhou as batatas. Mas o aparato não era nada prático muito menos eficiente. Perdi o fio da meada. Mas a idéia estava semeada.
Minha vida seguiu, como a maioria de nós, longe do cozimento solar. Até que, em meio as minhas pesquisas ansiando a autosuficiência, mais exatamente no inverno de 2009, me encontrei novamente com o forno solar. Desta vez com muito mais acervo, construi meu primeiro forno solar de caixa.
Este forno já não se enquadra na categoria geringonça. O modelo leva em consideração os conceitos básicos necessários para o cozimento solar.
A caixa térmica, com paredes compostas de duas camadas de compensado de madeira recheadas de diversos tipos de isolantes como papelão, jornal, flanela e caixa de longa vida, para reduzir ao máximo a perda de calor.
A parede interna forrada de papel alumínio reflete o calor e a luz para que a energia se concentre no elemento negro , no caso, uma chapa de aço pintada de preto fosco e afastada do fundo da caixa, que transforma a energia luminosa em calor.
O vidro permite a entrada da luz mas reflete as ondas de calor, aprisionando também ar quente e vapor.
O refletor externo aumenta a área de captação de luz.
Montado em um carrinho de madeira que facilita acompanhar o sol em seu trajeto pelo céu.
Funcionou muito bem! Apesar das características específicas do cozimento solar, é possível fazer de tudo.
Não demorou para surgir a vontade de tornar aquela atividade fonte de renda. Minhas habilidades manuais e o gosto por construir levaram o empreendimento no sentido de projetar e construir fornos solares. Mas para isso os clientes teriam que querer cozinhar com o sol. Poucas pessoas conhecem o cozimento solar, algumas destas já tiveram contato direto com a tecnologia, destas uma ou outra gostariam de praticar em casa. Desanimo! a fronteira cultural parecia intransponível.
Mas sem desistir continuei a pesquisa e me deparei com o prêmio “Jovem empreendedor”, que naquele ano, premiou o projeto da mini-fábrica de biscoitos assados com energia solar. Me voltei para esta idéia, e descobri diversas iniciativas parecidas no mundo inteiro. Padarias solares na Índia, restaurantes nos altiplanos andinos e por aí vai. Ânimo novamente! Por que não pensei nisto antes? A idéia começava a tomar a forma atual. O publico alvo se expandiu, basta mastigar e engolir. A energia do sol entrando na vida das pessoas por via expressa, a boca!
Nasce a Pleno Sol. E começam as experiências para criar um forno solar capaz de realizar a tarefa de produzir biscoitos de forma comercial, prática e eficiente. Os modelos divulgados na rede não satisfaziam minhas necessidades, os de características simples mais baratos e fáceis de montar não são práticos para os fins desejados. Os mais específicos, desenhados para o funcionamento em padarias solares, são mais caros e complexos de montar. Surge a demanda de criar um modelo próprio.
Depois de alguns desenhos, o 1° protótipo foi rapidamente montado com materiais achados pela casa.
Algumas falhas de projeto não permitiram o sucesso do modelo, mas o conceito estava provado e aprovado!
Detectei as falhas, elaborei soluções, desenhei e comecei a construir o 2° protótipo.
Boas características deste modelo são o fácil rastreamento solar (acompanhar o sol em seu trajeto), a grande área de insolação que permite um rápido aquecimento e a pequena abertura lateral, que facilita a colocação do alimento no forno e reduz a perda de vapores consequentemente calor.
Atualmente o protótipo2 é o forno em funcionamento na Pleno Sol produzindo o suficiente para dar os primeiros passos do empreendimento.
Mas não vai parar por aí. As últimas experiências já criaram a demanda por uma capacidade de produção maior. O próximo projeto, logo logo vai para a prancheta. Mantenho-os informados.
Apesar de emanar gratuitamente, a energia solar, quando utilizada para fins de geração local de eletrecidade, se torna inascessivel à maioria da população, com exceção dos idealistas e beneficiários de programas assistencialistas.
Mas existem outras formas de uso desta farta energia, como a geração de calor. O uso para aquecimento de água para banho já não é novidade. Em Israel desde 1967, aquecimento solar de água é um movimento nacional que hoje quase 40% das casas o praticam. Desde 1999 a Sociedade do sol divulga e incentiva o aquecedor solar de baixo custo pelo Brasil, mais notado projeto na área.
Este potencial de geração de calor é normalmente subestimado. Quem nunca esbravejou ou ouviu ”Este asfalto tá tão quente que da pra fritar um ovo!” mas já imaginou que existem usinas solares térmicas que atingem temperaturas na ordem de 1000° Celcius?!
Bom, sabendo disso fica mais fácil imaginar um ovo fritando no calor do sol. Isso mesmo, estamos falando de cozinhar com a energia direta do sol, dificil mesmo de imaginar é como este uso da energia solar tem sido renegado. Aliar as famosas leis da termodinamica com a ótica básica, conhecimento que já dominamos a muito tempo, é o bastante para elaborar fornos solares. Tá bom, não é tão simples assim mas, não podemos negar que com um pouco de boa vontade esta realidade estaria acessível a grande parte da civilização presente nas regiões com potencial.
Adimito, são muitos os entraves que a cozinha solar infrenta. Desde crendices populares como ”a comida vai azedar no sol!”, até questoes práticas como a sasonalidade. Problemas facilmente superáveis mas que, em uma sociedade imediatista e acostumada com energia barata, se sobrepoem facilmente as vantagens.
No entanto estas vantagens ganham valor no ritmo da marcha para a sustentabilidade. Com isso as alternativas voltam a valer a pena, e as iniciativas começam a pipocar.
Em um destes estouros surje a Pleno Sol, empreendimento voltado a um nicho do mercado praticamente inóspito, a cozinha solar! Amadurecida da idéia de produzir fornos solares, que atola nos entraves culturais, a Pleno Sol salta a frente do cliente oferecendo o alimento fresquinho, pronto para ser devorado pela curiosidade de conhecer um produto com uma proposta diferenciada. Para driblar a sasolnalidade produtos com relativa estocabilidade, como pães e biscoitos, são o carro chefe.
A proposta se baseia na alternativa de energia, mas para não virar uma pílula dourada é preciso que os valores permeiem toda a cadeia de produção e irradie para a vida dos envolvidos. Isso não acontece de um dia para o outro, mas a utopia é crucial para guiar a intencionalidade. Conceitos de economia solidária, circuitos curtos, bio-regiões, consumo consciente e alimentação balanceada se cruzam criando uma teia de valores que suporta e ampara as atividades da Pleno Sol.
Para que estas intenções sejam conhecidas , os clientes e curiosos tem este blog como vitrine virtual que irá expôr as atividades da Pleno Sol.
“Reduzir a pobreza, oferecer oportunidades a todos, dinamizar a economia e lutar contra a mudança climática” são as metas.
“Não é aceitável que três bilhões de pessoas ainda precisem de madeira, carvão, carvão vegetal ou dejetos de animais para cozimento e aquecimento”
Disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon sobre o programa lançado na Cúpula Energia Mundial do Futuro, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.
E a Pleno Sol vai se engajar nos assuntos do programa para poder contribuir difundindo o Cozimento Solar.
Confira no site oficial: http://www.sustainableenergyforall.org/
http://www.sustainableenergyforall.org/about/international-year-of-sustainable-energy-for-all
Matéria no blog CicloVivo: ONU lança o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

Soberania energética. Entre a fonte de energia e eu, apenas a atmosfera. Sem grandes corporações. E como resultado só o processo, nada de resíduo. Sem poluição.
Autonomia tecnológica. Desenhado respeitando as matérias primas já existentes achadas no lixo (madeiramento, fórmica e vidros). Sem depêndencia de fábricas chinesas ou engenheiros europeus. Inspirado em modelos validados e largamente difundidos. Sem cálculos complicados. Só ótica e termodinâmica básica. Tudo com custo muito baixo.
Vamos entender o P.S. II:
Parte do programa “Panificação solar” este equipamento foi projetado para assar 3 pães, tipo “de forma” com 650 g cada, por fornada.
Para que o pão tenha características comerciais, seja ao menos parecido com o convencional, só com um “gadget” potente o suficiente para dourá-lo. Então preciso de bom isolamento térmico e bastante entrada de energia.
O grande baú térmico com acabamento em fórmica, com 10cm de material isolante, é basculante para que a abertura protegida com envidraçamento duplo receba os raios de sol em seu angulo ótimo. Propriedade demonstrada no gráfico abaixo:

A potência é conferida pelo conjunto de refletores planos paralelos (tipo Fresnel) que convergem 1,12M² de insolação para dentro do baú.
O rastreamento é feito com a regulagem de altura, através da aste de alumínio presa por uma corrente na qual cada elo representa um horário. E com o cavalete sobre rodizios.
Com o refletor já aprimorado com chapas de inox polidas a mão. Mostrou boa autonomia funcionando bem até mesmo em dias enevoados de inverno. E tem trabalhado entre 100-125° (temperatura do ambiente interno) levando 2:30h por fornada. Mais chapas serão aplicadas para reduzir o tempo para 1:30hrs trabalhando entre 150-200°.
Video: Dando a luz ao pão solar
Funcionando a todo vapor nosso novo forno solar já está mostrando à que veio!
O grande baú de isolamento balança para acompanhar a caminhada do sol para que a modesta abertura protegida por dois vidros possa trabalhar com mais eficiência (leia mais). A caixa preta de cobre acompanha este movimento mantendo os alimentos sempre em nível. A potência é conferida pelos refletores “estilo Fresnel“, painéis que convergem os raios de uma grande área para o interior da caixa.
Desenhado para assar pães já provou flexibilidade para produzir outros generos.
Os primeiros testes foram promissores mas alguns aprimoramentos já estão previstos.
Videos:
Neste final de semana acontece na ESALQ o VIII Seminario de Integração em Gestão Ambiental e neste ano o tema é Economia do Meio Ambiente.
Domingo no espaço para Mini-cursos a Pleno Sol estará presente com “Cozimento Solar: uma oportunidade!” que pretende mostrar as oportunidades economicas, sociais e ambientais para o cozimento solar apresentando: cozimento solar (história e conjuntura atual), fornos solares (o que são? como usar?)
O tema tem sido debatido nas instituições de ensino superior Brasil a fora.
Confira nos links de trabalhos acadêmicos sobre forno solar:
Construção e avaliação térmica de um fogão solar tipo caixa. Natal/RN-2007

Para aproveitar melhor os recursos locais a palavra de ordem é diversidade!
A horta agroecológica da Pleno Sol otimiza o uso da energia solar, vegetando com sol, chuva e mesmo a noite!
A horta e o cozimento solar se integrarão em um novo produto, “Sanduíche Natural Solar!” Aguardem…
Grande parte das regiões do globo abastadas pela energia solar, usa intensivamente biomassa para cozinhar, causando diversas complicações locais e globais [veja mais]. Principalmente para estas pessoas o cozimento solar faz diferença. Mas é preciso desenvolver uma cultura solar, tarefa que não é só deles! Usar o forno solar como meio de vida pode ajudar muito, esta é a proposta da PLENO SOL.
[Veja o que está acontecendo pelo mundo]

Acima, escola na Índia. “É necessária toda uma geração para que um comportamento seja alterado. Deveria se começar o quanto antes” Marlies Kees.
Confiram no blog “Little eco footprints“, onde a Australiana Tricia conta suas divertidas aventuras em busca de uma pegada ecológica menor, recentemente ela experimentou desidratar bananas usando o carro como secador solar.
Receita de pão de aveia sem ovo nem leite, assada a Pleno Sol que não deve nada ao convencional!
Encomendas: plenosol.cozinhasolar@gmail.com